Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

1ºDia de Aulas - Here we go again...





Here we go again…
A vontade não foi muita, mas lá foram eles novamente para a escola.

Ah… o que eu adorava a escola, estes inícios eram sempre bem-vindos e entusiasmantes. Cada começo era uma magia e sinto ainda hoje que, se tivesse seguido uma carreira dentro da escola, teria sido e seria muito feliz. Entusiasma-me verdadeiramente. Coisa que os meus filhos, pelos vistos, não herdaram de mim.
Uma no 10º outro no 2º, serão novos desafios. Uma inicia a escolha num caminho académico, ainda sem luz ao fundo do túnel porque nada ainda surge como extremamente apelativo. Outro aventura-se num ano onde terá provas de aferição (outra vez, isto???!!!)
Num agrupamento quase hiperactivo, com distinções a diversos níveis e o reconhecimento de toda a comunidade, esperam-se novos projectos, que devem aproveitar. Não serão muitas as escolas com um dinamismo deste nível, o que me deixa bastante satisfeita. Não há mundos perfeitos, mas ter esta opção para os meus filhos, é muito gratificante. E os pais devem ter isto em atenção e conhecer o que o Agrupamento de Escolas de Alcanena oferece e a sua qualidade. Vejam só este vídeo, que já aqui partilhei, e que o Agrupamento voltou a utilizar este ano no lançamento do ano lectivo. O vídeo está excepcional, deste a música à edição, duma criatividade spot on e que fizeram muito bem em continuar a divulgar.

Só me irrita esta contínua experimentação em que os miúdos são as cobaias. Já expressei várias vezes esta opinião de que há que existir uma profunda reflexão sobre a educação a nível nacional, onde se chegue a um pacto de regime, permitindo uma estratégia concertada para a educação para futuras gerações. Isto de “agora vamos experimentar isto, para o ano tentamos aquilo” já chega.

As rotinas alteram-se, os horários rijos implementam-se e começamos a funcionar em modo autómato.

E aprendemos e crescemos! Eles e nós, que os acompanhamos. Porque o caminho é partilhado e todos temos o nosso papel.



Here we go again…
The only way is up!



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Fomos à Tomatada

Na minha Bucket List mental, tinha um item: ir uma vez à Tomatina, em Espanha.

Pois bem, a Associação 20Km de Almeirim organizou, no dia 1 de Setembro, o Todos à Tomatada, um evento que acaba por fazer lembrar o espanhol, mas bem aqui pertinho.



Com a curiosidade de uma primeira experiência lá fui, com a minha cara metade. Programa a dois curioso, mas muito divertido e que permitiu momentos ricos de alma, de vida. Que exagero, dirão alguns, mas assim foi. Que isto de andar à tomatada tem um je ne sais quoi de libertador...Ah, pois é!


O evento estava muito bem organizado e foi bem acolhido pelas pessoas. Muitas críticas se ouviram sobre a utilização dos tomates, mas tudo foi justificado pela organização, com a utilização de produto já impróprio para consumo humano e que ainda assim, no final da noite foi recolhido e distribuído a animais. 

Não tenho muita paciência para fundamentalismos, as identidades do povo também se veêm nestas manifestações, que servem tanto de aproximação cultural (dentro da povoação e por esse país todo, tantas as localidades representadas) como de divulgação de regiões, destacando um dos seus produtos mais significativos. Por isso, almas incomodadas, não se matou nenhum animal, e deixem lá o povo divertir-se, em vez de se armarem em Velhos do Restelo rezingões, que tiram a graça a tudo... Relaxem um bocadinho!

Quanto ao evento em si, a coisa requer alguma preparação: calçado que proteja os pés, óculos, telemóvel com capa de isolamento... Assim, torna-se mais agradável. Recebemos também indicações para esmagar primeiro os tomates antes de os arremessar. E pronto, a seguir é libertar a criança cá de dentro do peito e rir... rir muito!



Como sugestões, dado o calor que se faz sentir, talvez pudessem fazer  o evento um pouco mais tarde, o que permitiria também viver a Tomatada de dia, ao pôr do sol e de noite. Com iluminação, as fotos também devem ficar bonitas! Mais chuveiros. Mais divulgação dentro da cidade ( por exemplo, no hotel onde ficámos, ninguém sabia da iniciativa e onde ia decorrer). E que dentro dos tractores, apenas fique pessoal da organização, que isto há sempre quem se estique e mande os ditos inteiros, causando algumas nódoas negras.

De resto, parabéns e até para o ano!







PS: Alguém sabe como se tiram nódoas de tomate da roupa?! ...Muito agradecida...


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O quase paraíso



Quase, quase... o paraíso.
Tenho um colega de trabalho, de uma vida inteira, que sempre disse que queria era ir para a ilha. Penso que ele nunca pensou bem qual... desde que lhe desse descanso e uma vida desafogada. O paraíso, portanto.

Estive na ilha de Cuba. Paraíso? Quase.

Trago um misto de emoções em relação a esta ilha e aos cubanos.  Gostei muito de conhecer, a história de Cuba é realmente muito interessante e foi muito bem explicada pelo nosso guia de visita a Havana e é riquíssima.

Não deixa de ser curioso ouvi-los e perceber que têm um orgulho imenso no seu país e que aceitam a sua realidade,  floreada para turista ouvir. A realidade cubana é difícil, com ordenados de 10 euros por mês, apesar do guia dizer que agora chega aos 100. Com horários das 8 às 5, sem pausas ou autorização para comer. Sem folgas. Mas é assim. E se é assim, não se discute.

Há regras ou formas de fazer as coisas que não se contestam.
Se há um furacão e estragos, tanto privados como estado têm 15 dias para recuperar as coisas. É regra. Mas depois, há imensas casas degradadas e obras de remodelação em todo o lado. Devido ao clima, dizem.

A educação é grátis, até à universidade. Antes de entrar, fazem um teste de todas as áreas do saber. Escolhem-se 5 áreas de que se gosta. Os resultados serão mais favoráveis em pelo menos uma delas e, assim, estudarão algo que lhes agrada. Desde cedo, é introduzida a prática nos estudos e não só a teórica. Assim, quando saem da universidade já sabem praticar efectivamente uma profissão.

A saúde é grátis. Toda a gente tem acesso. Excelentes médicos. No entanto, sem condições no hospital, como relatarei aqui.

Tudo parece bem na ilha de Cuba. Até os americanos, em Guantanamo, estão controlados por uma enorme barragem, que, em caso de conflito, será aberta e os inundará sem problemas. Sem armas.

A taxa de criminalidade é muito baixa. E, diz-nos o guia, em Espanha, numa feira de turismo recente, Cuba foi considerada o país mais seguro do mundo. Pode passear-se pelas ruas, fora dos resorts, sem problemas, a qualquer hora do dia. Então porque têm as janelas das casas grades?- alguém pergunta.
E justifica-se com os materiais disponíveis para construção nos vários períodos: ferro fundido no século XVIII: grades, período da crise depois do colapso do principal parceiro comercial (União Soviética) e com o embargo dos americanos, instabilidade, ferro forjado: grades. Agora, não há necessidade de grades. Mas existem.Mas é assim. E se é assim, não se discute.



Os mares são lindos e quentes, a qualquer hora do dia. Neste período, de chuvas, quase todos os dias é dia de trovoada. E bem forte. Mas segue-se a vida, como se nada fosse. Nada se interrompe. Nem o banho da praia ou da piscina. Daqui a nada passa.

São bem dispostos, sim. Mas não o povo mais simpático do mundo. Só se previrem que darás gorjeta generosa, ou se nessa noite serão avaliados.  Aí só sorrisos.

Aí falham as companhias e cadeias de resorts mundiais, que, para além de explorarem os trabalhadores, não transmitem padrões de qualidade a que estamos habituados noutros lados com o mesmo tipo de hóteis. Dizem estes que têm uma política de qualidade com normas da família da ISO 9000.... Digamos que é uma família bem afastada, que permite a degradação dos quartos em hotéis de 5 estrelas, e falta de limpeza. Só temos 28 anos de turismo, dizem. É assim, não se discute.



Gostei? SIm, bastante. Trazemos, das viagens, muito mais do que aquilo que levamos. Adorei poder proporcionar este conhecimento do mundo aos meus filhos. Voltaria? Provavelmente, não. Muito mais para conhecer. E outros locais de recordação mais agradável do que a ilha para pensar em revisitar.

Paraíso? Quase... Um quase assim de braços bem esticados. 


sexta-feira, 6 de julho de 2018

Cuidem de vós!



No início deste ano, fui submetida uma intervenção cirúrgica, onde fiz a correcção nos dois pés  do Hallux Valgus, vulgo deformação da base do 1º dedo do pé que provoca uma saliência óssea – exostose, vulgo joanete.

Ao contrário do que se possa pensar ou vulgarmente se pensa, não foi uma intervenção estética. Os joanetes provocam muitas dores, é difícil conseguir calçado confortável. Diz-me o meu operador que 90% das pessoas que têm joanetes são mulheres, causados pelo uso de sapatos apertados na parte dos pés e pelo salto alto. 

No meu caso, tinha joanetes desde os 10 anos, altura em que não usava nem sonhava andar de saltos altos e bico fino. Deve-se a uma propensão genética. A minha avó e mãe tinham também e muito pronunciados.

Ao fim de 42 anos decidi-me a fazer a cirurgia, aos dois pés em simultâneo. Mais uma vez, nas palavras do meu operador, quando me observou os pés pela primeira vez: "Não sofra mais, minha senhora!"

Esta não é uma operação fácil. Dir-me-ão que nenhuma é, mas queria deixar-vos aqui o meu testemunho que pode ajudar alguém, quem sabe. Digo que não é fácil porque envolve muita dor, controlada com uma anestesia aos pés que dura praticamente 24 horas e por medicamentos para as dores de 4 em 4 horas, com um mais forte em caso de SOS.

Os primeiros 10/12 dias foram, de facto, muito dolorosos mas optei por fazer a cirurgia aos dois por sugestão do médico ( a tecnologia e os avanços médicos assim o permitem) e para evitar passar pelo processo duas vezes, anulando mais dois ou três meses de inactividade.

Não é fácil também para a nossa família, que de repente, porque nós decidimos e não eles, se vêem com uma quase acamada, muito dependente para tudo o que éramos nós a fazer e agora não conseguimos (Atenção que, nestas cirurgias, a alta é no próprio dia e somos encorajados a começar logo a andar pequenos percursos, com calçado específico, para evitar retenção de líquidos). E a eles agradeço a ajuda e louvo a aprendizagem que também lhes impus ;)

Parte do meu trabalho é à secretária, parte é feito andando e desandando, pelo que a falta de mobilidade é angustiante. Daí ter preparado a cirurgia também para um período de menos trabalho. Mas a quem tenha este problema e possa, aconselho a fazer. Fi-lo para ganhar qualidade de vida... e lá chegarei.

Passados quase 6 meses da operação, onde por vezes não olhei por mim e abusei, não descansei porque tinha de andar e desandar, porque já estava há muito tempo parada e muitas pessoas não entendem porquê, porque o trabalho nunca pode esperar, porque tudo o que se faça é sempre pouco, tenho uma dor alucinante no pé esquerdo, que quase me impossibilita de andar novamente. Felizmente, porque parei de andar, não cheguei à fractura por stress que afecta a área do pé e para a qual me faltam termos técnicos para melhor a definir.

Conclusão da história: o corpo dá-nos sinais, devemos ouvi-los... mais do que ouvimos aquelas vozinhas em cima de nós a dizer: "Vai, trabalha, que isso passa, que isso não é nada..."

Somos nós que temos a saúde nas nossas mãos e, se a descuramos, vamos sofrer as consequências com danos colaterais e recuperações mais demoradas.

Por isso cuidem de vós! Não deixem para amanhã. 
Pode não ser tarde demais, mas pode dar-vos mais dores de cabeça do que inicialmente previram.
E depois têm de vender os bilhetes dos Scorpions porque não podem estar de pé...


sábado, 30 de junho de 2018

Abecedário de amigos(as)



Guilty as charged:
Sou a coisa mais lamechas que há, emociono-me por tudo e por nada, seja um gesto que observo na rua, num jogo de futebol, num concerto, num casamento (todos!) numa série de televisão, cujo episódio já vi centenas de vezes. Ainda assim, aperta-me o coração e fico com pele de galinha e nó na garganta, quando não desato a chorar que nem uma desalmada.

Acontece que, isto da idade (os 40 estão a dar-me que fazer...), não atenuou esta coisa esquisita que se apodera de mim. Mesmo depois de tantos trambolhões que dei e outros ainda que me empurraram, com força, ou com uma casca de banana subtil. 

Gosto das pessoas e de lhes dizer que gosto delas. Gosto de dar abraços apertados que curam milhões de angústias, nem que seja por breves momentos.

Acontece que,  isto da idade, faz-me apreciar esses momentos que me enchem o coração.

E o Abecedário dos nossos amigos escreve-se com esses momentos:

...com um olá só porque não falamos há cabanices,
... um email com uma anedota para nos fazer rir e esquecer os problemas que nos assolam
...uma mensagem a perguntar como nos correu aquele momento que nos afligia
... um post na net onde  a amizade de anos explode com gestos simples que a distância não abalou
... um sms  onde nos mostram que aquele gesto tão simples que tivemos, mas que fizemos tanto gosto em ter, também significou muito para o outro, também o emocionou e também cimentou a amizade.

E eu recebi isso tudo... em poucos dias. Happy, Happy, Happy!

Acontece que isto da idade, faz-nos olhar a vida com outra perspectiva e olhar ao que é realmente importante.

O meu abecedário de amigos(as) escreve-se com poucas letras. Tenho pena de não serem mais. Mas estas letras do meu ABC são tão verdadeiras e fortes, que valem por mil e um alfabetos. Poucos mas bons, como se diz...

...e como se quer.

Acontece que vocês sabem quem são.
Acontece que agradecer-vos é pouco.







sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fraude por Pay Pal



Há gente engenhosa... Mas quando a esmola é muito o pobre desconfia.
Já em em tempos escrevi aqui sobre o problema das fraudes com cartões de crédito, mesmo os que nunca foram activados, o que para mim, no meio da história toda, foi o mais grave.

Recentemente, pus um bem à venda no OLX. Pertence a uma firma e o valor é ainda considerável, dado tratar-se de uma máquina industrial. Passado um tempo recebi um contacto, de alguém interessado, que queria comprar a máquina mas era emigrante nos EUA, e que faria o pagamento via Pay-Pal. Com receio da minha ignorância o Sr. Paulo Almeida, enviou-me e-mails com links de vídeos a explicar como criar a conta e como fazer os pagamentos e transferências para a conta bancária. 

Ia sempre referindo que eu não devia ter medo de nada, que uma empresa de transportes iria entrar em contacto e tudo mais.

Para fazer a transacção, pedi dados de facturação para emitir a respectiva factura. Umas vezes era um contribuinte nacional, o que implicava a cobrança de IVA, outras dava-me uma morada dos EUA, o que faria com que a transacção fosse internacional, logo sem cobrança de tal imposto.

Mas insistia que não haveria problema nenhum, a única coisa que disse do produto foi que parecia em bom estado. Nunca discutiu preço.

Foi quando virei o tabuleiro e lhe disse que as condições eram aquelas e que a máquina sairia da empresa apenas e só quando o valor estivesse efectivamente na conta bancária da empresa.

Mais de 30 mensagens trocadas. Informações erradas sobre IMT´s que não se aplicam e sei lá mais o quê. E sempre a ressalva de que a transacção era segura.

 Já com a pulga atrás da orelha, foi quando ele revelou o esquema. Sob o pretexto de não ter tempo para tratar destas questões, queria que eu pagasse, por PayPal, 950 euros à empresa de transportes para depois dar andamento ao processo. Que transferia o valor total para a conta PayPAl e eu pagava os 950 euros à tal empresa. 

(entretanto, ele retirava o restante valor do PayPal e eu ficava a arder com os 950 euros...)

Respondi-lhe que, se fazia a transferência para uma conta podia fazer para a de transportes... Muita tanga, a conversa morreu quando lhe pedi para não me fazer perder tempo.

Dizem-me que o PayPal é seguro, e uso recorrentemente. Nunca tive problemas mas o esquema de pôr e tirar antes de concluir operação...e adiantar dinheiro quando nós é que temos de receber... 

Cheira a esturro... 
Só um alerta.

domingo, 6 de maio de 2018

Mãe em pleno



Sejam mães em pleno. é essa a única forma de o ser. 
Não pode ser só um bocadinho, só pela metade, só quando dá jeito ou não nos incomoda.
Quem é mãe (em pleno) conhece o amor a si própria e o amor ao outro sem fronteiras, sem limites ou condições.
É uma benção enorme ser mãe, um orgulho, uma missão.
É a possibilidade de compreender o verdadeiro sentido do amor e da vida.
Feliz dia da Mãe.