Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.

sábado, 30 de junho de 2018

Abecedário de amigos(as)



Guilty as charged:
Sou a coisa mais lamechas que há, emociono-me por tudo e por nada, seja um gesto que observo na rua, num jogo de futebol, num concerto, num casamento (todos!) numa série de televisão, cujo episódio já vi centenas de vezes. Ainda assim, aperta-me o coração e fico com pele de galinha e nó na garganta, quando não desato a chorar que nem uma desalmada.

Acontece que, isto da idade (os 40 estão a dar-me que fazer...), não atenuou esta coisa esquisita que se apodera de mim. Mesmo depois de tantos trambolhões que dei e outros ainda que me empurraram, com força, ou com uma casca de banana subtil. 

Gosto das pessoas e de lhes dizer que gosto delas. Gosto de dar abraços apertados que curam milhões de angústias, nem que seja por breves momentos.

Acontece que,  isto da idade, faz-me apreciar esses momentos que me enchem o coração.

E o Abecedário dos nossos amigos escreve-se com esses momentos:

...com um olá só porque não falamos há cabanices,
... um email com uma anedota para nos fazer rir e esquecer os problemas que nos assolam
...uma mensagem a perguntar como nos correu aquele momento que nos afligia
... um post na net onde  a amizade de anos explode com gestos simples que a distância não abalou
... um sms  onde nos mostram que aquele gesto tão simples que tivemos, mas que fizemos tanto gosto em ter, também significou muito para o outro, também o emocionou e também cimentou a amizade.

E eu recebi isso tudo... em poucos dias. Happy, Happy, Happy!

Acontece que isto da idade, faz-nos olhar a vida com outra perspectiva e olhar ao que é realmente importante.

O meu abecedário de amigos(as) escreve-se com poucas letras. Tenho pena de não serem mais. Mas estas letras do meu ABC são tão verdadeiras e fortes, que valem por mil e um alfabetos. Poucos mas bons, como se diz...

...e como se quer.

Acontece que vocês sabem quem são.
Acontece que agradecer-vos é pouco.







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