Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Como visitar Paris em 1 dia e meio...

Depois de dois dias na Disney, apanhámos o RER com destino a Paris. É claro que, antes, já tínhamos estudado as ligações ao metro e a localização do nosso hotel. Mas antes de caminhar para a linha correcta, lá perguntámos mais uma vez à senhora que nos vendeu os bilhetes ( cerca de 20 e poucos euros) que caminho tomar quando chegássemos à capital do mundo. 
E foi uma viagem tranquila, de cerca de 50 minutos. Mais uma ligação de metro e aí estávamos, perto do Residhome Paris. Muito agradável o hotel, o quarto com dois pisos ( com cama em cima e em baixo), limpeza impecável, comodidades para podermos fazer refeições ligeiras. Os prestáveis recepcionistas logo nos deram as melhores indicações, mas não era difícil, já que tivemos a ajuda de um primo ali emigrado e integrado na vida parisiense. Como o dia continuava chuvoso, e tendo mais uma vez em conta o facto que nos deslocávamos com dois pequenos, não quisemos sobrecarregar o dia. Escolhemos visitar o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel. Sem subir, que este pessoal não é dado a alturas!


É, de facto, majestoso, chegar ao centro do mundo àquela avenida dos Campos Elísios (já tinha esta sensação das minhas visitas anteriores) e ver a grandeza do Arco, como se impõe para Norte e Sul, numa das artérias mais conhecidas... Faz-nos sentir importantes (porque estamos ali)e pequenos (porque percebemos a nossa insignificância) ao mesmo tempo.
Acabámos por partir à aventura, apanhando uma tricicleta para nos levar até à torre Eiffel. Foi muito divertido fazer a rotunda do Arco desta forma, vendo os carros a aproximarem-se em grande velocidade mas respeitando tão nobre meio de transporte. Grande momento.

Chegados à Torre, percorremos todo o Champ de Mars e tirámos todas as fotos pirosas e expectáveis possíveis.
É curioso ver como reagem os mais novos a estes momentos, sem se aperceberem da sua real importância, sobretudo porque transformadores.
Acabámos por, ao fim da tarde, lanchar já perto do hotel e descansar porque a isso o corpo obriga.
Convencidos que no dia seguinte faríamos umas comprinhas (estávamos a 50 metros do Printemps e a pouco mais das Galerias Lafayette), esquecemos que ao domingo, só mais a zona dos Campos Elísios mantém o comércio aberto. Comecei a suspeitar que as lojas não abririam quando, da janela do quarto, verifiquei que os sem abrigo, não estavam preocupados em levantar o 'quarto' mesmo chegada a hora normal de abertura do comércio.


Seguindo para o Plano A, apanhámos, perto da Ópera, o Bus Hop On Hop Off, para uma visita guiada (por auscultadores) pelas pontos mais significativos da cidade e que demora cerca de 2 horas a fazer todo o percurso. Para quem não tem muito tempo, revela-se uma boa opção dando uma visão geral da cidade e aspectos curiosos da sua construção.
Por exemplo, cada vez que se pinta a Torre Eiffel, gastam-se 60 toneladas de tinta. A intenção era destruí-la depois da exposição mundial de 1889 mas acabou por vingar pela sua imponência, sendo considerado o maior símbolo da nação francesa.





Já o metro, por exemplo, é o mais denso do mundo e foi construído tendo sempre em conta o alinhamento das artérias à superfície, o que em alguns casos levou a expropriações de custo elevadíssimo. De qualquer modo, em qualquer ponto que nos encontremos, estamos sempre a menos de 500 metros de uma estação, que pode ser de uma linha a poucos metros da superfície ou a largas dezenas de profundidade.

Malas feitas, viagem para o aeroporto e algumas horas de espera para apanhar o avião de regresso à normalidade que nos é tão familiar.


O que se vê num dia e meio em Paris? Muito pouco, quase nada. Mas o que fizemos, aproveitámos bem. Serviu, sobretudo, para enriquecer estas mentes (sobretudo a de 11 anos, mais madura) e agudizar o interesse para novas visitas, com mais tempo e para desbravar muito mais.
A impressão que fica é a de uma imensa cidade de pedra ( digamos que, se quiserem abrir um negócio de venda de tinta exterior, esqueçam...não tem saída!), cinzenta ( o tempo também lançou o tom), que é imperativo conhecer.
Até já Paris...




quarta-feira, 6 de maio de 2015

Notas sobre a Disneyland Paris

A check-list era imensa.Viajar com dois pequenos para fora do país, de avião, obedece a uma logística acrescentada em triplo de preocupação a mais que a nossa.
Como adoeceram antes da viagem , só em medicamentos tive receio de ultrapassar o peso permitido para as malas...O entusiasmo trai os nervos e não se sabe muito bem ler os sinais do nosso próprio corpo, tal é a excitação. O destino, para eles, não podia ser mais encantado: a casa do Mickey.




Fizemos uma selecção rigorosa do que queríamos ver e visitar e o que, ou por não ser adequado à idade ou por ser demasiado aventureiro (não somos muito dados a montanhas russas...), estava excluído à partida. Vimos sites com dicas, relatos de 'pessoas experientes' que nos davam conselhos sobre o que fazer, como fazer, como contornar, como conseguir...
A madrugada abriu-nos as portas à viagem e com transfers assegurados, ao meio dia estávamos à entrada do parque.
A chuva foi o nosso maior obstáculo porque, no local, a adaptação à mecânica da 'coisa' ainda demora um pouco a entranhar. Capas para a chuva, meias suplentes para pés molhados, carrinho para o mais pequeno alugado e toca a iniciar a descoberta. E aí, vimos todos, adultos e miúdos, a abraçar a magia. Só de ver a alegria nos olhos dos pequenos, sentimo-nos transportados para um mundo mágico de personagens que só nos trazem alegria e felicidade.
Mickeys e Minies, Donalds e Patetas por todo o lado, o Buzz em grande estilo ( foi dos mais apreciados) assim como o MacQueen, as personagens do Canal Disney todas ali à mão que até assustavam o pequeno.
É preciso contar com pausas para descansar porque eles não são de ferro (nem nós!), para comer...
E as atracções mais concorridas chegavam a ter 2 horas de espera, que se podiam contornar com Fast Pass (hora marcada para não se enfrentar a fila), mas desde que ainda estivessem disponíveis. Para nossa tristeza, não conseguimos ver o Ratatouille. A espera nesta fila implicava não vermos muitas outras.
O complexo está dividido em 2 parques: o Disneyland e o Walter Disney Studios. Apesar da magia do primeiro, gostei mais do segundo, onde se mostram como se fazem os filmes, desde os desenhos, as animações, os efeitos especiais, os duplos que substituem os actores e as cenas perigosas fabricadas, todas, a partir de simulações seguras.
O ponto alto da viagem: o encontro em camarim com o Mickey (sim, ele próprio!!!! Uau!) para uma breve conversa gesticulada, um autógrafo e uma foto especial... Uma hora à espera para isto!!!!
Se valeu a pena? Claro que sim.
Ao fim de dois dias, dois parques, muita caminhada, muita foto, muita refeição de sandes e hambúrgueres (parece que não há mais nada para comer!) e muito cansaço, vimos a parada à tarde, com carros alegóricos e as personagens mais adoradas (ainda tenho a música Magic Everywhere no ouvido, de tão repetida...)  e, à noite, o espectáculo de luz e  fogo de artifício, projectado no castelo das princesas. 
É, de facto, mágico, deixa-nos rendidos à importância que esta indústria tem nas nossa vidas, com personagens que correm gerações, deixando a sua marca. Toda a gente canta, toda a gente dança ao som das músicas da nossa infância, juventude e idade adulta!
Há que abraçar a magia... e trazê-la  um pouco para o nosso dia-a-dia.


PS: Mais fotos, mais reflexões, a visita a Paris, seguem dentro de...