Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.
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domingo, 5 de maio de 2019

Instantes Cristalizados - Feliz Dia da Mãe





“A cozinha era solarenga, com vidros embutidos em caixilharia de metal pintado de branco. Dava para uma varanda e um terraço lá em baixo.
Quando eu vinha na salinha que ficava entre os quartos e a cozinha, já ouvia trabucar. Tachos, panelas, planos, refeições, ideias se misturavam já, naquele ambiente, ainda sossegado para as manhãs quase sempre tranquilas de domingo.
Uma peça branca, funda, de cerâmica branca. Sempre a mesma. A cenoura já estava cozida. E na languidez dos minutos, triturávamos os pedaços num passe-vite manual, já meio enferrujado (ou não, sei lá!) com uma bola castanho no manípulo. À papa que dali resultava, juntavam-se ovos, açúcar, canela (muita) e farinha (pouca). A cor de laranja em contraste com o branco era deliciosa.
Tudo delicioso. Daqui nasciam queques húmidos de sabor, coloridos da canela e do prazer de momentos irrepetíveis e de que não nos demos conta da sua importância.
Que gostosos!
Tenho a receita, que repito, com os meus. Os meus dois, que amo sem medida.
Que ofereço a amigos. Sempre de coração. De quem sabe, lá no fundo:
- que gestos contam
-que momentos contam
-que há instantes cristalizados, que aquecem o coração.”

A vida deu-me muitas mães. Grata. A todas.
Feliz Dia da Mãe.


domingo, 6 de maio de 2018

Mãe em pleno



Sejam mães em pleno. é essa a única forma de o ser. 
Não pode ser só um bocadinho, só pela metade, só quando dá jeito ou não nos incomoda.
Quem é mãe (em pleno) conhece o amor a si própria e o amor ao outro sem fronteiras, sem limites ou condições.
É uma benção enorme ser mãe, um orgulho, uma missão.
É a possibilidade de compreender o verdadeiro sentido do amor e da vida.
Feliz dia da Mãe.

domingo, 7 de maio de 2017

Coisas de mãe: Uma garrafinha de água, uma bolachinha, um casaquinho

                                              



Nasci para ser mãe. Já o disse várias vezes que é o papel na minha vida onde me sinto mais realizada e capaz. Apesar de falhar muito. 
Às vezes até falho de propósito, confesso. Isto pelos patamares de exigência de parentalidade com que somos bombardeados hoje em dia. Porque temos todos de ser perfeitos.
Não sou, de todo. Esqueço-me da muda de roupa, esqueço-me do chapéu, esqueço-me que hoje era o último dia para fazer o projecto de leitura e já devia ter devolvido o livro à biblioteca.
Mas muitas outras vezes não me esqueço...
Não em esqueço de os beijar sem parar, de lhes perguntar  como correu o dia, de lhes dizer que os amo daqui até ao infinito.
E sim , às vezes, não me esqueço de levar a garrafinha de água, uma bolachinha dentro da mala, um casaquinho, que pode estar frio mais logo. Coisas de mãe. Em modo automático. Entranhadas na pele. Nesta pele de mãe.

Esta semana, fui inscrever o mais pequeno para o 1º ano da primária. Ai, que aperto no coração! Ele está feliz de iniciar esta etapa. Ele gosta de desafios, embora esteja (já) preocupado em ter boas notas e acertar as contas, que já vai fazendo de cabeça. Mas sair do Jardim Escola, a escola dos afectos, distancia a fase de bebé, a fase do pequenino, ainda mais ( e sim, já tive este ataque de lamechiche quando ele foi pelo primeiro ano para o pré-escolar!E com ela, também, tantos anos já lá vão.). 

Sinto-me (mais) velha, mas tranquila também, por este seres maravilhosos com que fui abençoada. Pela influência que tentei ao máximo ser positiva, não limitativa e respeitadora da personalidade de cada um. Esse é o maior desafio aos pais: encaminhar mas deixar ser.

Adoro ser mãe.
Agradeço a Deus esta missão e os melhores filhos do mundo. 
Porque meus.




domingo, 1 de maio de 2016

Mãe




Mãe
Que vens de mansinho
Que com carinho
Sopras a dor 
Que com calor
abraças o mundo
No teu colo

Que moves a terra
protegendo e segurando
Sorrindo, a partir de dentro
Do coração que bate
Desenfreado com medo
Que algo aconteça
Mas que cândido
Recebe o amor dos seus
Amores pequenos

Mãe
Que sopras curando
Que vives amando
Que encontras Deus
Na criação dos teus

Mãe,
Felizes os que podem
Dizer mãe.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O post do orgulho - Somos grandes

Este é o post do orgulho.
Orgulho nos meus dois filhos, por aquilo que estão a ser no seu percurso escolar. Porque ontem foi dia de entrega de avaliações e não há como não ficar orgulhosa.
Porque os resultados do estudo e do empenho se revelam na pauta e nos elogios dos professores ( que, graças a Deus, também sabem elogiar!)
Porque a adaptação ao meio escolar está a decorrer da melhor forma e o processo de formação pessoal e socialização a gerar boas avaliações.
E é nisto que me sinto grande, na maior e mais gratificante das tarefas: a de ser mãe. Porque olho para eles e vejo como a educação que lhes damos traz estes resultados. Como a forma como lhe transmitimos os valores os torna boas pessoas, excelentes pessoas.
Esse...esse é o maior orgulho, para além dos números nas pautas e das avaliações. É sentir que, aconteça o que acontecer nesta vida, somos grandes (eu e o pai, em primeiro lugar), por estes dois seres maravilhosos. Nada que faremos na vida terá mais o nosso cunho que estas duas criaturas. Maravilhosos, tanto nos seus defeitos como nas suas virtudes.
Somos grandes, amor...somos. 
Amores da minha vida, vocês são enormes.
Orgulho.