Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

16 anos a somar!

Não sei encontrar hoje as palavras...
São 16 anos, 16! Como é possível?!



Hoje é o teu dia. TEU! Da celebração da tua vida, dos teus sonhos, das tuas paixões e também desamores. Dos sorrisos e das lágrimas. Dos dias bons, muito bons e menos bons. 

Mas, também, da alegria de te ver crescer e voar.  De ver os teus olhos brilharem com a perspectiva de sonhos tangíveis. 

Porque é isso que tens de acreditar: que todos os que tens e virás a ter são concretizáveis, estão ao alcance do teu esforço e trabalho. E com a estrelinha que te acompanha, sempre.

Voa, filha, voa bem alto!
Estarei sempre aqui para ti, tu sabes.

Amo-te!


segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Banksy e o direito à manifestação

Visitámos a exposição de Banksy no fim de semana, na Cordoaria Nacional em Lisboa. Entre perceber quem é, o seu humor e mente distorcida, que nos tira o chão assim que pensamos estar a perceber qualquer coisinha da sua mensagem, fica esta ideia: todos temos direito à nossa opinião, a manifestá-la e defendê-la, sem censuras e sem preconceitos.




Hoje a minha mais velha participou na sua primeira manifestação. Pela resolução do problema de poluição em Alcanena, que prejudica a saúde de todos os que vivem ou passam grande parte dos seus dias ali. Tive de explicar ao mais novo que uma manifestação é uma coisa boa, que é um direito de todos, de mostrar a sua posição sobre determinado assunto. Penso que os exemplos de manifestações violentas que vê repetidamente na televisão lhe têm dado uma visão distorcida deste acto.

Tive de explicar que esse é um direito de todos nós e que ninguém nos deve censurar por isso. Que vivemos num país democrático, em liberdade, onde todos nos podemos expressar sem represálias, sem castigos e sem perseguições, ainda que veladas.

E não temos de nos esconder no anonimato de nenhum Banksy para nos fazermos ouvir.
Verdade?

terça-feira, 4 de junho de 2019

Azul Matiz


Pode o Amor ser infeliz
É mentira, quem diz
Que amar dói.
É fervor que corrói
Mas constrói e renasce, sempre,  em azul matiz
Sim. É azul. E ri
Ri de quem o derruba
Como batalha contra mesquinhez
É a minha vez
Amar. Amar. E ser feliz.






quinta-feira, 23 de maio de 2019

Este é o Vasco

Como passar para palavras o que o peito sente?
Como explicar o que não tem dimensão?
Como reproduzir pela junção de expressões a plenitude de um amor?
Como explicar a doçura imensa no brilho desse olhar?
Como transmitir a entrega total e absoluta a um ser tão bonito?
Como fazer acreditar que obstáculos não existem que me detenham para te proteger?

Este é o Vasco.
O meu Vasco.

Que sintas tudo isto, em cada beijo que te mando pelo olhar e que te dou todos os dias. Às vezes, até à exaustão.
Parabéns, meu filho.













domingo, 5 de maio de 2019

Instantes Cristalizados - Feliz Dia da Mãe





“A cozinha era solarenga, com vidros embutidos em caixilharia de metal pintado de branco. Dava para uma varanda e um terraço lá em baixo.
Quando eu vinha na salinha que ficava entre os quartos e a cozinha, já ouvia trabucar. Tachos, panelas, planos, refeições, ideias se misturavam já, naquele ambiente, ainda sossegado para as manhãs quase sempre tranquilas de domingo.
Uma peça branca, funda, de cerâmica branca. Sempre a mesma. A cenoura já estava cozida. E na languidez dos minutos, triturávamos os pedaços num passe-vite manual, já meio enferrujado (ou não, sei lá!) com uma bola castanho no manípulo. À papa que dali resultava, juntavam-se ovos, açúcar, canela (muita) e farinha (pouca). A cor de laranja em contraste com o branco era deliciosa.
Tudo delicioso. Daqui nasciam queques húmidos de sabor, coloridos da canela e do prazer de momentos irrepetíveis e de que não nos demos conta da sua importância.
Que gostosos!
Tenho a receita, que repito, com os meus. Os meus dois, que amo sem medida.
Que ofereço a amigos. Sempre de coração. De quem sabe, lá no fundo:
- que gestos contam
-que momentos contam
-que há instantes cristalizados, que aquecem o coração.”

A vida deu-me muitas mães. Grata. A todas.
Feliz Dia da Mãe.


domingo, 14 de abril de 2019

Grafias que interessam: eco, mamo...


Há grafias a que devemos prestar muita atenção. Não … hoje não estou a falar em formas de escrita nem em acordos ortográficos. Hoje falo de mamografias e ecografias.

Em modo controlo de rotina. Que deixei estender mais cinco meses para além do inicialmente previsto.

Na viagem para casa, o sol batia-me na cara. Como uma estalada, bruto, acordou-me dizendo:
“Estás a ver?! Agradece! Podias vir agora em lágrimas, com um diagnóstico reservado, com uma punção feita e a esperar resultados da biópsia.”

Se calhar, será o que vai acontecer, numa próxima vez, se as crateras observadas crescerem. Por enquanto, respira…põe gelo, no peito e na cuca. E vai apalpando, vigiando.

A idade é um posto. Um posto de alerta a que temos de tomar toda a atenção. Lembretes de telemóvel, alertas bem sonoros. Sem medos. Porque a prevenção é importantíssima. E a apalpação também. Aprendam, pratiquem. 
Vejam como aqui

Não descurem. Está nas nossas mãos. Literalmente



segunda-feira, 1 de abril de 2019

SNU e Dumbo: Algo em comum?



Para fazer tempo enquanto a teenager assistia a um concerto, embarquei numa maratona cinematográfica e vi Snu e Dumbo, em exibição num cinema perto de si, de uma assentada.

Coisas mais distintas mas com pontos de interesse que me levavam a querer ver os dois.

Gostei muito da interpretação da SNU, pela Inês Castel Branco. Aliás, o filme vale pela sua consistente interpretação. Para uma história de amor, falta-lhe tensão, paixão, algo mais poderoso e intenso (uma escaldante cena de sexo, quem sabe?!), que completasse as cenas em que se evidencia a arrebatante história de amor entre aqueles dois personagens históricos de Portugal. As referências políticas ficam um pouco perdidas para quem não está tão familiarizada com o período, sendo que não consegui identificar alguns personagens, a quem ninguém chamou pelo nome. Não querendo ser um filme de cariz político ou histórico e, sim, a tal história de amor (como referiu a realizadora no making off, que me despertou a curiosidade em relação ao filme), falta-nos esse pedacinho de informação para que tudo fizesse mais sentido.
Falta-lhe um bocadinho de power, de adrelanina... que se isola na intensidade da representação da Inês.

E, vendo este filme, penso que falta mesmo a realização de um outro, chamado Francisco… ou Chico… Just saying!





Depois deste ambiente politico-amoroso, entrei no mundo da Disney. Adorei o trailer e tinha altas expectativas. Em altas, anda o Dumbo a voar por todo o lado. A imagem linda que me fica: ele a subir no circo em direcção à luz. Apesar de ser a versão inglesa e em 3D, o meu deslumbre fica por aqui, um filme que seria um bom entretém numa tarde de domingo chuvosa à lareira, enrolada no sofá.

Fica a mensagem do politicamente correcto ou, simplesmente, elementar decência, como diz @nunomarkl em relação à proibição dos animais no circo. E lá está, mais uma vez, a razão pela qual não posso levar os pequenos a ver estes filmes: os miúdos perderam a mãe, o pai regressa da guerra sem um braço, o Dumbo é separado da Mamã Jumbo… só choradeira pegada.


Foi agradável… mais ainda para as minhas perninhas que não se cansaram a andar aquelas horas pelo shopping fora, a fazer tempo para levar de volta as garotas, que deliraram com o Shawn Mendes.

Haja juventude!