Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.
terça-feira, 4 de junho de 2019
Azul Matiz
Pode o Amor ser infeliz
É mentira, quem diz
Que amar dói.
É fervor que corrói
Mas constrói e renasce, sempre, em azul matiz
Sim. É azul. E ri
Ri de quem o derruba
Como batalha contra mesquinhez
É a minha vez
Amar. Amar. E ser feliz.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Este é o Vasco
Como passar para palavras o que o peito sente?
Como explicar o que não tem dimensão?
Como reproduzir pela junção de expressões a plenitude de um amor?
Como explicar a doçura imensa no brilho desse olhar?
Como transmitir a entrega total e absoluta a um ser tão bonito?
Como fazer acreditar que obstáculos não existem que me detenham para te proteger?
Este é o Vasco.
O meu Vasco.
Que sintas tudo isto, em cada beijo que te mando pelo olhar e que te dou todos os dias. Às vezes, até à exaustão.
Parabéns, meu filho.
Como explicar o que não tem dimensão?
Como reproduzir pela junção de expressões a plenitude de um amor?
Como explicar a doçura imensa no brilho desse olhar?
Como transmitir a entrega total e absoluta a um ser tão bonito?
Como fazer acreditar que obstáculos não existem que me detenham para te proteger?
Este é o Vasco.
O meu Vasco.
Que sintas tudo isto, em cada beijo que te mando pelo olhar e que te dou todos os dias. Às vezes, até à exaustão.
Parabéns, meu filho.
domingo, 5 de maio de 2019
Instantes Cristalizados - Feliz Dia da Mãe
“A cozinha era solarenga, com vidros embutidos em caixilharia
de metal pintado de branco. Dava para uma varanda e um terraço lá em baixo.
Quando eu vinha na salinha que ficava entre os quartos e a
cozinha, já ouvia trabucar. Tachos, panelas, planos, refeições, ideias se
misturavam já, naquele ambiente, ainda sossegado para as manhãs quase sempre
tranquilas de domingo.
Uma peça branca, funda, de cerâmica branca. Sempre a mesma.
A cenoura já estava cozida. E na languidez dos minutos, triturávamos os pedaços
num passe-vite manual, já meio enferrujado (ou não, sei lá!) com uma bola
castanho no manípulo. À papa que dali resultava, juntavam-se ovos, açúcar,
canela (muita) e farinha (pouca). A cor de laranja em contraste com o branco
era deliciosa.
Tudo delicioso. Daqui nasciam queques húmidos de sabor,
coloridos da canela e do prazer de momentos irrepetíveis e de que não nos demos
conta da sua importância.
Que gostosos!
Tenho a receita, que repito, com os meus. Os meus dois, que
amo sem medida.
Que ofereço a amigos. Sempre de coração. De quem sabe, lá no
fundo:
- que gestos contam
-que momentos contam
-que há instantes cristalizados, que aquecem o coração.”
A vida deu-me muitas mães. Grata. A todas.
Feliz Dia da Mãe.
Etiquetas:
benção,
dia da mãe,
filhos,
mãe,
memória
domingo, 14 de abril de 2019
Grafias que interessam: eco, mamo...
Há grafias a que devemos prestar muita atenção. Não … hoje
não estou a falar em formas de escrita nem em acordos ortográficos. Hoje falo
de mamografias e ecografias.
Em modo controlo de rotina. Que deixei estender mais cinco
meses para além do inicialmente previsto.
Na viagem para casa, o sol batia-me na cara. Como uma
estalada, bruto, acordou-me dizendo:
“Estás a ver?! Agradece! Podias vir agora em lágrimas, com
um diagnóstico reservado, com uma punção feita e a esperar resultados da
biópsia.”
Se calhar, será o que vai acontecer, numa próxima vez, se as
crateras observadas crescerem. Por enquanto, respira…põe gelo, no peito e na
cuca. E vai apalpando, vigiando.
A idade é um posto. Um posto de alerta a que temos de tomar
toda a atenção. Lembretes de telemóvel, alertas bem sonoros. Sem medos. Porque
a prevenção é importantíssima. E a apalpação também. Aprendam, pratiquem.
Vejam como aqui
Não descurem. Está nas nossas mãos. Literalmente
segunda-feira, 1 de abril de 2019
SNU e Dumbo: Algo em comum?
Para fazer tempo enquanto a teenager assistia a um concerto,
embarquei numa maratona cinematográfica e vi Snu e Dumbo, em exibição num
cinema perto de si, de uma assentada.
Coisas mais distintas mas com pontos de interesse que me
levavam a querer ver os dois.
Gostei muito da interpretação da SNU, pela Inês Castel Branco. Aliás, o filme vale pela sua consistente interpretação. Para uma
história de amor, falta-lhe tensão, paixão, algo mais poderoso e intenso (uma escaldante cena de sexo, quem sabe?!), que
completasse as cenas em que se evidencia a arrebatante história de amor entre
aqueles dois personagens históricos de Portugal. As referências políticas ficam
um pouco perdidas para quem não está tão familiarizada com o período, sendo que
não consegui identificar alguns personagens, a quem ninguém chamou pelo nome.
Não querendo ser um filme de cariz político ou histórico e, sim, a tal história
de amor (como referiu a realizadora no making off, que me despertou a
curiosidade em relação ao filme), falta-nos esse pedacinho de informação para
que tudo fizesse mais sentido.
Falta-lhe um bocadinho de power, de adrelanina... que se isola
na intensidade da representação da Inês.
E, vendo este filme, penso que falta mesmo a realização de um
outro, chamado Francisco… ou Chico… Just saying!
Depois deste ambiente politico-amoroso, entrei no mundo da
Disney. Adorei o trailer e tinha altas expectativas. Em altas, anda o Dumbo a
voar por todo o lado. A imagem linda que me fica: ele a subir no circo em
direcção à luz. Apesar de ser a versão inglesa e em 3D, o meu deslumbre fica
por aqui, um filme que seria um bom entretém numa tarde de domingo chuvosa à
lareira, enrolada no sofá.
Fica a mensagem do politicamente correcto ou, simplesmente, elementar
decência, como diz @nunomarkl em relação à proibição dos animais no circo. E lá
está, mais uma vez, a razão pela qual não posso levar os pequenos a ver estes
filmes: os miúdos perderam a mãe, o pai regressa da guerra sem um braço, o
Dumbo é separado da Mamã Jumbo… só choradeira pegada.
Foi agradável… mais ainda para as minhas perninhas que não se
cansaram a andar aquelas horas pelo shopping fora, a fazer tempo para levar de
volta as garotas, que deliraram com o Shawn Mendes.
Haja juventude!
sexta-feira, 8 de março de 2019
A ignorância é fofinha
"´Então como se faz isto?...É preciso fazer isto..."
"Ah... pois, não sei..."
"Ah, como é que foi isto, o que aconteceu?!"
"Ah... não vi, não estava cá. não sei..."
A ignorância é assim: um manto de algodão fofinho, uma nuvem de conforto imenso onde pernoitam os descansadinhos, que, à sua custa, vivem felizes, despreocupados e muito.... mas mesmo muito mais satisfeitos com a vida.
A ignorância transporta-nos para uma dormência extremamente simpática, onde não somos nem podemos ser responsabilizados.
Porquê?
Porque não sabíamos, porque não tínhamos conhecimento.
Porque ouvimos falar, mas como saber, inteirarmo-nos do assunto dá um bocadinho de trabalho.... então vamos lá ficar na fofura de algodão doce. Não aleija, é fofinho, trata-nos com carinho. E não nos cobra nada.
Apenas a pequenez de nada querer saber...
É triste.
É pequeno.
É frustrante e desmotivador.
Não engrandece ninguém.
Desresponsabiliza, mas desilude em simultâneo.
A ignorância é fofinha. É. Mas triste.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Agenda: esta relação amor-ódio...
(Alerta: este post não tem nada de profundo nem inventa a roda...foi só porque me apeteceu)
Tenho uma relação de amor-ódio pelas agendas que vou escolhendo para me acompanhar durante os anos. Como faço gestão de eventos, a agenda é crucial para a minha profissão. Claro que acompanho com a agenda digital, mas escrever é outra coisa. É, para mim, outro nível.
E assim, todos os anos, por altura das compras de material escolar para o início do ano escolar, já ando avidamente à procura daquela que será A agenda para o próximo ano. Não é uma escolha nada fácil.
Tem de ter um planeador anual,
mais um mensal,
tem de mostrar a semana toda
e ter espaço para as minhas anotações,
tem de ser atractiva visualmente,
pouco aborrecida.
colorida,
com cor de papel bonito...
até a textura me é importante.
Dito isto, já não é a primeira vez que, até achar A agenda, compro uma ou duas que não me satisfazem.
É um desperdício, eu sei... de recursos e dinheirinho.
Mas, se vou ter de olhar para aquela agenda tantas e tantas vezes, folhear para trás e para a frente, planear meses e até anos à frente, sem me enganar (o meu maior pesadelo), desesperar com datas preenchidas e datas por preencher...- daqui vem o meu ódio...
... então tem se ser uma coisa linda, em que adore escrevinhar, fazer caretas, desenhos e planear sonhos, projectos, viagens. - daqui vem o meu amor...
Este ano, despeço-me da Agenda da Loba, que me "obrigou" a reflectir sobre mim, enquanto mulher, sobre o que se passou em cada mês, me ligou mais à natureza. Abraço com expectativa a Agenda da Super Ana: foi personalizada por mim, sem modéstia, porque sei que os desafios que me esperam em 2019 exigem de mim o melhor e mais além. Longe vai quem acredita.
Acho que nos vamos amar, nas expectativas de muitas coisas boas... e nos vamos odiar em dias difíceis.
Let's do this!
Subscrever:
Mensagens (Atom)







