Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Salvador: Portugueses por essa Europa fora, votem por favor!

Sou uma Portuguesa orgulhosa!
Hoje temos a melhor canção de sempre no Concurso da Eurovisão.
Pena não poder votar por estar em Portugal!
Por isso, Portugueses por essa Europa fora, votem, por favor!
É uma canção linda, melódica, sem efeitos especiais, que vale ( e tanto!!) só por si!
Por favor, votem!



Salvador: Please vote for Portugal today!

Amar pelos Dois - Song nº9

I'm a proud Portuguese woman.
Today we have the most beautiful song ever in the Eurovision Song Contest.
I can't vote, because I´m in Portugal.
So, please vote for Portugal, all through Europe!
This is a wonderful melodic song, with no special effects, just the music!

Please Vote!

domingo, 7 de maio de 2017

Coisas de mãe: Uma garrafinha de água, uma bolachinha, um casaquinho

                                              



Nasci para ser mãe. Já o disse várias vezes que é o papel na minha vida onde me sinto mais realizada e capaz. Apesar de falhar muito. 
Às vezes até falho de propósito, confesso. Isto pelos patamares de exigência de parentalidade com que somos bombardeados hoje em dia. Porque temos todos de ser perfeitos.
Não sou, de todo. Esqueço-me da muda de roupa, esqueço-me do chapéu, esqueço-me que hoje era o último dia para fazer o projecto de leitura e já devia ter devolvido o livro à biblioteca.
Mas muitas outras vezes não me esqueço...
Não em esqueço de os beijar sem parar, de lhes perguntar  como correu o dia, de lhes dizer que os amo daqui até ao infinito.
E sim , às vezes, não me esqueço de levar a garrafinha de água, uma bolachinha dentro da mala, um casaquinho, que pode estar frio mais logo. Coisas de mãe. Em modo automático. Entranhadas na pele. Nesta pele de mãe.

Esta semana, fui inscrever o mais pequeno para o 1º ano da primária. Ai, que aperto no coração! Ele está feliz de iniciar esta etapa. Ele gosta de desafios, embora esteja (já) preocupado em ter boas notas e acertar as contas, que já vai fazendo de cabeça. Mas sair do Jardim Escola, a escola dos afectos, distancia a fase de bebé, a fase do pequenino, ainda mais ( e sim, já tive este ataque de lamechiche quando ele foi pelo primeiro ano para o pré-escolar!E com ela, também, tantos anos já lá vão.). 

Sinto-me (mais) velha, mas tranquila também, por este seres maravilhosos com que fui abençoada. Pela influência que tentei ao máximo ser positiva, não limitativa e respeitadora da personalidade de cada um. Esse é o maior desafio aos pais: encaminhar mas deixar ser.

Adoro ser mãe.
Agradeço a Deus esta missão e os melhores filhos do mundo. 
Porque meus.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Ausências e baby steps





Às vezes, a ausência é necessária. O silêncio reparador. Recentrar o caminho, os valores, o que é verdadeiramente importante.
Depois, enfrentar o medo. Do erro, do ser pouco, insuficiente. Do julgamento.
Quem se expõe, está sempre sujeito à crítica e a uma série de outros sentimentos menos nobres de que não vale a pena falar.

A seguir, há a força de levantar do chão, de persistir e de forçar à obra, porque sem treino, ela não chega, sem quilómetros a rodagem não é feita e sem esforço ela não nasce.
Então há que forçar, há que trabalhar. Pôr os dedos a mexer. Sem receios. 
Porque hoje é mais um dia longe do objectivo, se não dermos nem que seja um baby step.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump: enfiar o boné





Medo.
Muito medo.
Perdi umas horas de sono esta noite a tentar perceber o desenrolar dos resultados norte americanos na corrida à casa branca.
Perplexa, quando pelas 3 e tal da manhã, se percebe que não há volta a dar: Trump vai governar os EUA, Trump vai governar o mundo.
Alguém alguns dias atrás dizia que as eleições nos Estados Unidos são tão importantes para o mundo que todos devíamos votar... no mundo inteiro.
Assusta-me ter este homem com os códigos nucleares na mão.
Só consigo lembrar frases como: contra negros, contra mulheres, contra mexicanos, contra emigrantes, muros, muros, muros, violações...
Hillary perde por não saber descer ao povo. Mas tenho medo deste povo que se aventura neste tão incerto personagem, num momento de tão grande tumulto mundial.
Mas o povo votou. A democracia e a liberdade debatem-se- já alertou ontem Júdice a Judite de Sousa.
'With great power comes great responsability.'
Custa-me entrar em modo reality show para a Casa Branca. Já tive pesadelos a vê-lo a acenar na varanda  com o seu chapéu.
Que grande chapelada leva o mundo esta quarta-feira.  
Medo, muito medo.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Estou órfã de livros...




Estou órfã de livros...
Tenho tantos que não li mas o último deixou-me já vai para umas semanas e parece ... falta -me mesmo qualquer coisa.
O problema é que gostei tanto do livro que não o consigo substituir assim... Ando a fingir que leio o Diário de Ann Frank, porque me falta fazer este check na minha lista...e  porque vou ajudar a minha quase teen, já que é de leitura obrigatória para ela no 8ºano. 
É que desde O Código da Vinci que não ficava tão entusiasmada com uma leitura.

A Verdade sobre o caso Harry Quebert é, para mim, um thriller emocionante.( Pronto, se quiserem ler o livro não leiam mais deste post e mergulhem na leitura)

São 684 páginas (na edição limitada) de puro prazer. A estrutura, a intriga, o passado revelado e o presente ainda perturbador, com o processo de escrita envolvido no meio disto tudo.As páginas percorrem-se sem esforço. Tudo porque todas as páginas são necessárias. Todos os detalhes contam. E todos os pormenores, quando chegamos à última página, se encaixam na perfeição. Nenhum detalhe, do presente ao passado, do livro 1,2 ou 3 é deixado ao acaso.
É um puzzle com peças pequeninas, a 3 ou 4 dimensões e que umas não passam sem as outras.
É um labirinto onde se tem de percorrer todos os cantos, mesmo os que não têm saída, para conseguirmos sair com todo o conhecimento necessário.
(E não me venham falar de argumentos roubados e Lolitas... Não aprofundei muito a questão, sou pelos direitos de autor... mas ideias repetidas é o que há mais neste mundo mas escrever assim, também não se copia, há que ter engenho. O Rodrigues dos Santos também inventou um Robert Langdon português....)
Gostei. Amei.
Leiam, e depois digam se tenho ou não razão.




(Se um dia escrever um livro gostava que tocasse as pessoas como este me tocou)

sábado, 8 de outubro de 2016

Não me estraguem mais livros...




(post para ler se já leram o livro e estão a pensar se querem ver o filme, ou se já foram ver o filme)

Pronto, mais uma que confirma a regra: o livro é muito superior ao filme.
Saí ontem da sala de cinema com a sensação de amargo na boca. Como se tivesse bebido um café excelente, mas que na última golada só apanhei borra.

É claro que ninguém espera os pormenores, as sensações únicas de tanta página percorrida avidamente à procura de desenvolvimentos e revelações de nos levantar da cadeira, retratados em hora e meia. Essa é a realidade que muitas vezes estraga as adaptações ao grande ecrã.

O que acontece com esta adaptação é que o desejo de transportar o lado lúgrebe e decadente da protagonista é tão exagerado que o filme se torna soturno em demasia, lento em demasia, calado em demasia. 
Sentimo-nos inebriados, como Rachel. Ao ponto de os olhos se quererem fechar, Os pormenores 'errados' são mais que muitos a começar pelo lado tão limpinho, elegante de blazer vestido da protagonista que não existe na desleixada e gorda Rachel do Livro, o pano de fundo ser Nova Iorque enquanto no livro tudo se passar nos subúrbios de Londres, o telefone de Megan encontrado na mala do computador em vez do saco de ginástica.

Enfim, details... 

É uma adaptação. Pergunto-me até se o objectivo da mudança de tantos factos será uma afirmação da liberdade na adaptação. O êxito do livro criava expectativas muito altas e assim há uma salvaguarda. É uma adaptação. Livre. E quase sem banda sonora...Como poderiam existir tantas outras, A minha seria de certo diferente. Mas também não sou realizadora de cinema,nem argumentista.

Pergunto-me se, quem não leu o livro, terá percebido alguma coisa do enredo. Uns adolescentes no elevador, perante as nossa críticas disseram-nos que sim. E que gostaram bastante.
Ainda bem para eles...

Espero que não me estraguem mais livros.
Assinado:membro-nº1-dos-leitores-de-livros-contra-as-adaptações-para-cinema-(tirando-O-Código-da-Vinci, vá...)