Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Notas da DisneyLand Paris - Parte II




Escrever em cima do acontecimento resulta, por vezes, num turbilhão de sensações e emoções que, com o tempo e reflexão se transformam.
Agora, a uma semana da viagem à Disney, ficam algumas considerações por fazer, alguns reparos ao que escrevi na Parte I aqui, com o calor (neste caso o Inverno gelado que apanhámos) do momento.

E uma das reflexões que fizemos foi a de olhar à organização de toda aquela estrutura... É que, para tudo aquilo funcionar, a máquina tem que estar, de facto, muito oleada. Só em recursos humanos, que respondem, à partida, a uma série de requisitos, de que destaco o conhecimento de várias línguas, a dor de cabeça há-de ser enorme. Observei vários funcionários e, lá dentro da Disney, vive-se uma França diferente, porque não se está em França. Todos estão, à partida, predispostos a acolher o visitante, tirar-lhe as dúvidas, sorrir e fazer viver a magia.
Jamais esquecerei os funcionários que, às 10 da noite, quando todos saem apressados para os seus transportes de volta para os hotéis, gritam, da ponte do comboio: 'Goodbye, Au revoir, Hope to see you soon...Goodbye, goodbye... '  Eu sei, eles são pagos (mal?...) para isso... Mas no fim de uma aventura como esta, no fim daquele espectáculo, fazendo um big check no item da lista (levar os filhotes à EuroDisney), aquilo sabe bem... os sorrisos deles sabem bem! Todos nos fazem sentir acolhidos, em segurança. E para um espaço que acolhe maioritariamente crianças ( que são literalmente, mais que as mães...) é muito bom.

Depois pensámos em todas as coordenações de espectáculos que é preciso haver, todos os responsáveis pela cena e fora de cena, pelas maquilhagens e adereços, fatiotas e apetrechos. As refeições que é preciso prever. 
E depois há toda a máquina montada de merchandising. Ruas só de lojas para conseguir encontrar aquela recordação, cada atracção com mais visibilidade tem a sua loja à saída para nos levar à loucura... tudo, até os granizados, custam mais por terem a forma da cara do Mickey no copo.
Difícil perceber como, com tanta venda de bilhetes ( era tanta gente, mas pelos vistos os visitantes diminuíram), com tanto brinquedo e acessório vendido ( sim, porque as pessoas compram!), a EuroDisney tenha sido resgatada pela casa mãe, ainda o ano passado, da falência. Foram apenas 420 milhões de euros injectados, e mais umas quantas habilidades financeiras...A Magia sobrevive...

Falando do alojamento, há, de facto, muito por onde escolher. Dentro do mundo Disney, há uma série de hotéis à escolha, desde o castelo de sonho que o Disneyland Hotel, que fica por cima das bilheteiras, quer os outros, no círculo, que forma o parque.

 Estes hotéis têm benefícios como o facto de poderem entrar 2 horas mais cedo no parque e acordos com os restaurantes lá de dentro com refeições programadas. Para nó,s estas opções revelaram-se demasiado caras, visto que a diferença de preço para mais duas horas de parque, à qual iríamos usufruir apenas um dia, não se justificava. Os hotéis associados, como o Kyriad ( ao pé do Explorers no mapa), onde ficámos, têm autocarros de 15 em 15 minutos, e que demoram 10 a chegar à Disney. Servem bem, e acabam por nos deixar a impressão de que fizemos boa escolha, sem comprometer em demasia o orçamento.(E lá estava, à entrada do buffet do pequeno almoço, a portuguesa Otília, da Serra da Estrela, que está por estes dias a caminhar em direcção a Fátima. Boa viagem!). Como planeámos a viagem com antecedência, talvez tenhamos pago um pouco mais, visto que há programas e pacotes especiais para este destino, mas não quisemos arriscar em voos demasiado caros e em datas que, por causa do calendário escolar, eram mais prejudiciais.



Na Disneyvillage, que fica entre parques, antes das bilheteiras, também há restaurantes (mais hambúrgueres e mais sandes e snacks) e mais lojas para as compras que não se faz lá dentro.
Lá dentro, não se pagam as atracções, só mesmo refeições e recordações.
A estação de comboio fica mesmo ali à boca do complexo e foi o transporte que utilizamos para ir para Paris. Rápido, sem problemas, foi uma boa escolha também, mesmo com malas e miúdos atrás.

No geral, fica a sensação que deixámos muito para ver. Trazemos a magia no coração, e esperamos um dia voltar, para ver tudo o que não conseguimos.

Magic everywhere...

PS: Next stop: Paris




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