Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.
domingo, 1 de maio de 2016
Mãe
Mãe
Que vens de mansinho
Que com carinho
Sopras a dor
Que com calor
abraças o mundo
No teu colo
Que moves a terra
protegendo e segurando
Sorrindo, a partir de dentro
Do coração que bate
Desenfreado com medo
Que algo aconteça
Mas que cândido
Recebe o amor dos seus
Amores pequenos
Mãe
Que sopras curando
Que vives amando
Que encontras Deus
Na criação dos teus
Mãe,
Felizes os que podem
Dizer mãe.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Eu, no meio deles...Carrega, Benfica!!!
Dos quatro cá de casa, sou a única do Benfica. De resto, é tudo lagarto. E tenho de os ouvir a cantarolar o Sporting olé, e o só eu sei porque não fico em casa. A acrescer, ninguém os convence a ir à Luz. E mais ainda: de vez em quando vão a Alvalade.
E eu vou com eles.
Sim , vou a Alvalade.
Sim, pago (pagam-me!) bilhete para ver um jogo que, à partida, não me diz nada (pronto, se perderem uns pontos tanto melhor!).
Sim, vou a Alvalade. É preferível do que ficar em casa e é mais um programa em família.
E qual a minha grande recompensa??
A roulote das bifanas e imperial, claro. Sim, sou adepta. Fervorosa adepta duma bela de uma bifana, com ou sem ovo, e uma fresquinha.
Ah, a satisfação, o sabor, a frescura... o belo do petisco, devidamente fiscalizado pela ASAE, acredito! :)
Enfim, depois de devidamente abastecida e mais satisfeita, lá tolero os 90 minutos, com mais umas queijadinhas de Sintra pelo meio ou, ainda melhor, na expectativa de mais uma bifana depois do jogo.
E lá os ouço cantar e gritar, como se não houvesse amanhã ( o que faria de peito cheio do outro lado da segunda circular!).
E lá comento as atitudes de um treinador sui generis, sobre o qual estive de bico calado durante 5 anos. (Agora é que é desancar no homem, Jasus!) Mas baixinho, para ninguém perceber que têm o inimigo entre portas. E que os analiso como adversários, atacando atitudes, como um cavalo de Tróia!
Acontece que, salvo alguns momentos inusitados em que o coração vermelho me leva a dizer coisas menos próprias, sou muito respeitadora da preferência clubistíca de cada um.
...fair play...
...que ganhe o melhor...
... portuguesa acima de tudo quando se joga com equipas estrangeiras.
Mas, meus amigos...BASTA!
Recentemente, depois do nosso desaire frente ao Bayern e depois do que suportei lá em casa, digo-vos: vou gritar e festejar até mais não com os próximos jogos. Amor com amor se paga!
Porque sei que, se porventura o bruxo de Fafe tiver razão, ninguém os vai calar...
Porque este será um campeonato especial de ganhar : o 1º de Jesus do lado de lá ou 1º sem Jesus e com ele do lado de lá... De qualquer das formas, terá um gostinho que só os adeptos de futebol percebem...
Porque, ganhar um campeonato é sempre uma coisa boa...oh se é!!! Ainda mais se for o Benfica! Se correr mal...olha, a vida continua!
Então, eu no meio deles, vermelha até morrer, esta semana, vou gritar POOOOOORTO!!!!
Carrega Benfica, rumo ao 35º!!!
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Liberdade a quanto obrigas
Neste dia, desejos avulsos:
- Que nunca nos falte a memória para reconhecer a força e coragem que parece faltar a este povo, que um dia se ergueu e lutou por ideais de Liberdade.
- Que saibamos descobrir, em cada acto, a nossa liberdade, na afirmação dos nossos valores, das nossas crenças, do que nos diz baixinho todas as noites o nosso coração.
- Que, dessa forma, saibamos dizer basta quando assim é preciso, que saibamos dizer assim não quando é demais ( e já é demais, minha gente!)
- Que saibamos honrar a nossa história, não da boca para fora, mas no empreendedorismo real e efectivo, sem dependências nefastas e algumas até obscuras.
- Que saibamos aplicar a Liberdade, na construção de uma sociedade melhor, de uma sociedade que respeita os valores humanos, reconhece capacidades, sem se basear em quotas,
... Que honremos Abril!
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo[Sophia de Mello Breyner Andresen]
segunda-feira, 14 de março de 2016
Thank you, Masterchef Australia!
I love this show, since series 1 , when the trophy was surprisingly won by Julie Goodwin.
But there is also MasterChef Portugal! - Yes, there is.
But there is also MasterChef America! - Yes, there is.
And there is also the Spanish one... OK.
But it is note the same thing!
MasterChef Australia is the real one, the authentic one (although the format was born originally in the 90's in the UK) Although the show has a number of versions all around the world, there is none I like as much. This show, in the air since 2009, is the perfect meaning of public service.
It came at a time where a boom of culinary shows poped up. So many chefs, from Ramsay to Oliver and Nigella showed sophisticated as well as down to earth food, bringing people close to healthier and tasty food.
MasterChef calls out amateur cooks, giving them the opportunity to evolve and shine with their culinary talents. This is done in a brilliant way.
I like to think that the game is clean. Nevertheless, there are strategies. But we can’t see malice as in the American version,. I remember when Christine Ha had to cook with live lobster, an ingredient given by a colleague, trying to eliminate her. No harm was done: she won season 3.
I know we only see the show, we don´t read the magazines with all the gossip. But the air on set is completely different from the American version. This is cultural... and culture.
In Masterchef Australia, there is ambition, but that does not destroy the other contestants. In the Portuguese version, I am sorry to say this, the judges make the contestants fear them so much, as if they were Gods. There is no need for this….
The australian judges are great:
Gary Mehigan and his loads of flavour
George Columbaris and his seu Boom, boom, shake the room
Matt Preston his restaurant quality dish....
They always have the right word, the golden tip to correct the mistake, the support in the pressure moments.
I could say so much more about this show that has won a number of prizes but it all comes down to this:
High quality TV can be done with high standards and values, without saying bad things about the other contestants, bringing together people around the table. And the Portuguese people know how often this happens and how important it is.
Thank you Masterchef Australia!
Here´s the link to the New season presentation
Adoro este programa, desde a primeira série, desde o primeiro troféu entregue à improvável vencedora Julie Goodwin.
Mas também há o Masterchef Portugal! Há.
Mas também há o Masterchef América! Há.
Mas até há o espanhol! Há.
Mas não é a mesma coisa.
O Masterchef Austrália é o verdadeiro, o autêntico. E apesar de o formato ter sido aproveitado para todos os cantos do mundo, não conheço nenhuma versão de que goste tanto.
Este programa, que foi para o ar pela primeira vez, naquele país, em 2009, encerra em si tudo o que podemos esperar de um serviço público.
Surgiu numa altura em que o boom de programas de culinária disparou, chamando novamente as pessoas à cozinha, convidando-as a cozinhar novamente e a fazê-lo bem, de forma saudável e com muito sabor. Ramsay, Oliver, Nigella... tantos chefs com programas culinários com receitas mais elaboradas ao princípio e depois mais down to earth, mais próximas das pessoas, do comum mortal, que tem de ter ingredientes que se vendam no supermercado da esquina e de cozinhar em tempo record.
O Masterchef Austrália chama à ribalta cozinheiros amadores, dando-lhes a oportunidade de evoluírem e fazerem brilhar os seus talentos culinários. Mas fá-lo de uma forma exemplar. Gosto de acreditar nos formatos e na 'limpeza' dos jogos (sou muito crédula!) E este programa é um jogo. Mas, dentro do jogo há uma pedagogia brilhante, há um lado de tutorial e de aprendizado impressionante. Sem demagogias, sem puxar de galões... um partilhar de conhecimentos de mente aberta.
Há estratégias e eliminações, sim.
Há opções que ajudam uns a seguir em frente e outros a ficar pelo caminho, sim.
Mas não se vê a malícia em prejudicar os outros, como no Masterchef America. Recordo, por exemplo, o episódio em que, sendo uma das concorrentes americanas invisual, o colega lhe deu para cozinhar lagosta viva com o propósito de a deixar logo ali desarmada. Felizmente, enganou-se e Christine Ha acabou por ganhar a temporada 3.
Com a distância de um mundo ao contrário, também perdemos (e ainda bem!), é certo, as tricas e baldrocas que as revistas hão-de explorar. Mas também não me chega isso da América e o ambiente on set é radicalmente diferente.
Nota-se, na versão australiana, a ambição de cada um, mas que não passa por destruir o outro. Na versão portuguesa, reconheço a qualidade dos jurados mas, que me desculpem Manuel Luís Goucha (o meu primeiro livro de culinária foi da sua autoria, Em Banho Manel) e Miguel Rocha Vieira, há ali uma altivez que era dispensável. Há ali um 'Tenham medo, tenham muito medo' de nós, que não era necessário.
Já os jurados australianos, enchem-me as medidas:
Gary Mehigan e o seu loads of flavour
George Columbaris e o seu Boom, boom, shake the room
Matt Preston e o seu restaurant quality dish....
... têm sempre a palavra certa para os concorrentes, a dica dourada para corrigirem algum erro evidente aos seus olhos, o incentivo e a palavra de apoio quando a pressão é demasiada.
Muito mais podia eu dizer sobre este programa, um dos mais vistos no seu país de origem e vencedor de inúmeros prémios televisivos.
Mas no fundo tudo se resume a isto: é possível fazer televisão de alto nível, com bons valores, sem denegrir ninguém e celebrando a união e a aproximação das pessoas que a comida tanta vez proporciona. Nós, portugueses, sabemos bem o que é isso.
Obrigada, MasterChefAustralia!
domingo, 13 de março de 2016
Obrigada, Masterchef Austrália!
Adoro este programa, desde a
primeira série, desde o primeiro troféu entregue à improvável vencedora Julie Goodwin.
Mas também há o Masterchef Portugal! Há.
Mas também há o Masterchef América! Há.
Mas até há o espanhol! Há.
Mas não é a mesma coisa.
O Masterchef Austrália é o verdadeiro, o autêntico. E apesar
de o formato ter sido aproveitado para todos os cantos do mundo, não conheço
nenhuma versão de que goste tanto.
Este programa, que foi para o ar pela primeira vez, naquele
país, em 2009, encerra em si tudo o que podemos esperar de um serviço público.
Surgiu numa altura em que o boom de programas de culinária
disparou, chamando novamente as pessoas à cozinha, convidando-as a cozinhar
novamente e a fazê-lo bem, de forma saudável e com muito sabor. Ramsay, Oliver,
Nigella... tantos chefs com programas culinários com receitas mais elaboradas
ao princípio e depois mais down to earth, mais próximas das pessoas, do comum
mortal, que tem de ter ingredientes que se vendam no supermercado da esquina e
de cozinhar em tempo record.
O Masterchef Austrália chama à ribalta cozinheiros
amadores, dando-lhes a oportunidade de evoluírem e fazerem brilhar os seus
talentos culinários. Mas fá-lo de uma forma exemplar. Gosto de acreditar nos
formatos e na 'limpeza' dos jogos (sou muito crédula!) E este programa é um
jogo. Mas, dentro do jogo há uma pedagogia brilhante, há um lado de tutorial e
de aprendizado impressionante. Sem demagogias, sem puxar de galões... um
partilhar de conhecimentos de mente aberta.
Há estratégias e eliminações, sim.
Há opções que ajudam uns a seguir em frente e outros a ficar
pelo caminho, sim.
Mas não se vê a malícia em prejudicar os outros, como no
Masterchef America. Recordo, por exemplo, o episódio em que, sendo uma das
concorrentes americanas invisual, o colega lhe deu para cozinhar lagosta viva
com o propósito de a deixar logo ali desarmada. Felizmente, enganou-se e Christine
Ha acabou por ganhar a temporada 3.
Com a distância de um mundo ao contrário, também perdemos (e
ainda bem!), é certo, as tricas e baldrocas que as revistas hão-de explorar.
Mas também não me chega isso da América e o ambiente on set é radicalmente
diferente.
Nota-se, na versão australiana, a ambição de cada um, mas que
não passa por destruir o outro. Na versão portuguesa, reconheço a
qualidade dos jurados mas, que me desculpem Manuel Luís Goucha (o meu
primeiro livro de culinária foi da sua autoria, Em Banho Manel) e Miguel Rocha
Vieira, há ali uma altivez que era dispensável. Há ali um 'Tenham medo, tenham
muito medo' de nós, que não era necessário.
Já os jurados australianos, enchem-me as medidas:
Gary Mehigan e o seu loads of flavour
George Columbaris e o seu Boom, boom,
shake the room
Matt Preston e o seu restaurant quality dish....
... têm sempre a palavra certa para os concorrentes, a
dica dourada para corrigirem algum erro evidente aos seus olhos, o incentivo e
a palavra de apoio quando a pressão é demasiada.
Muito mais podia eu dizer sobre este programa, um dos mais
vistos no seu país de origem e vencedor de inúmeros prémios televisivos.
Mas no fundo tudo se resume a isto: é possível fazer
televisão de alto nível, com bons valores, sem denegrir ninguém e celebrando a
união e a aproximação das pessoas que a comida tanta vez proporciona. Nós, portugueses, sabemos bem o que é
isso.
Obrigada, MasterChefAustralia!
I love this show, since series 1 ,
when the trophy was surprisingly won by Julie Goodwin.
But there is also MasterChef
Portugal! - Yes, there is.
But there is also MasterChef America! - Yes, there is.
And there is also the Spanish one...
OK.
But it is note the same thing!
MasterChef Australia is the real one,
the authentic one (although the format was born originally in the 90's in the
UK) Although the show has a number of versions all around the world, there is
none I like as much. This show, in the air since 2009, is the perfect meaning
of public service.
It came at a time where a boom of
culinary shows poped up. So many chefs, from Ramsay to Oliver and Nigella showed
sophisticated as well as down to earth food, bringing people close to healthier
and tasty food.
MasterChef calls out amateur cooks, giving them the opportunity to evolve and shine with their culinary talents. This is done in a brilliant way.
I like to think that the game is clean. Nevertheless, there are strategies. But we can’t see malice as in the American version,. I
remember when Christine Ha had to cook with live lobster, an ingredient given
by a colleague, trying to eliminate her.
No harm was done: she won season 3.
I know we only see
the show, we don´t read the magazines with all the gossip. But the air on set
is completely different from the American version. This is cultural... and culture.
In Masterchef
Australia, there is ambition, but that does not destroy the other contestants.
In the Portuguese version, I am sorry to say this, the judges make the
contestants fear them so much, as if they were Gods. There is no need for this….
The australian
judges are great:
Gary Mehigan and his loads of flavour
George Columbaris and his seu Boom,
boom, shake the room
Matt Preston his restaurant quality
dish....
They always have the right word, the golden tip to correct the
mistake, the support in the pressure moments.
I could say so much more about this
show that has won a number of prizes but it all comes down to this:
High quality TV can be done with high
standards and values, without saying bad things about the other contestants,
bringing together people around the table. And the Portuguese people know how often this happens and how important it is.
Thank you Masterchef Australia!
terça-feira, 8 de março de 2016
Não gosto de quotas.... Adoro ser Mulher
Não gosto de quotas. Acho uma forma hipócrita de garantir lugares a mulheres que deviam ocupá-los por mérito próprio e sem ser preciso reservar-lhes o lugar.
Também, e pela mesma razão, nunca gostei muito de festejar o Dia Internacional da Mulher, por achar que o nosso são todos os dias em que heroicamente somos o que somos.
Mulheres... com intuição, com amores desmedidos e puros de coração.
Mulheres sofridas mas que assim que põem o pé no chão seguem à luta. Por si, pelos seus, pelos outros. Mulheres que não reclamam louros e, por isso, lhes faltam o reconhecimento.
Hoje todos se levantam em homenagens, como que para passar o pano no pó da indiferença e da discriminação de todos os 365 dias restantes.
Impressionou-me este domingo o documentário de uma mulher, de uma MULHER de apenas 18 anos que já fez tanto por todos nós. Malala defende a educação para todas as mulheres, algo que é negado a 65 milhões de raparigas em todo o mundo.
Raise your voice, join Malala.Vamos fazer a diferença... Como mulheres, pelas mulheres.... e, assim, logicamente, por todos, independente do sexo.
https://www.malala.org/
sábado, 27 de fevereiro de 2016
A empatia ou como tomamos decisões
Como fazer um negócio com um vendedor em que à partida não houve aquele à-vontade, aquela identificação de valores ou de motivações?
Como entregar um filho a uma educadora que não inspirou confiança desde o primeiro olhar, a primeira frase ou o primeiro sorriso?
Como entregar um projecto que será o nosso futuro nas mãos de alguém com quem não houve aquele entusiasmo nas conversações?
Como contratar alguém se a entrevista até correu bem mas existiu qualquer coisa na imagem ou no discurso que não nos convenceu?
Como aceitar um trabalho se a entrevista até correu bem mas houve um segundo de silêncio constrangedor que não nos deixou confortável?
Neste mundo racional, onde as decisões, as directrizes são mais do que estudadas, são analisadas ao milímetro, acredito que há ainda e cada vez mais lugar à empatia como motor decisor das nossas acções futuras.É que a empatia dá-nos segurança e a falta dela deixa-nos desconfiados. É um je-ne-sais-quoi que ou se tem ou se não tem. É a primeira impressão que conta, uma química, diferente da simpatia, que é mais racional e fingida se for necessário,por uma questão de educação, de saber viver, de saber estar.
Já a empatia, não se finge, não se consegue. Ela parece que tem vida própria e sussurra-nos ao ouvido se devemos ou não confiar, se estamos ou não em boas mãos. Parte de uma compreensão psicológica do nosso interlocutor e até uma fusão emotiva.
E mesmo que os rácios digam que não, mesmo que racionalmente e pesando todos os pós e contras do assunto, seja ele qual for, a decisão fosse contrária, muitas vezes é a empatia que nos recua ou avança.
Não quero entrar por análises psicológicas e cognitivas que têm com certeza um nome mais pomposo para descrever este tipo de situações. Chamem-lhe afinidade, semelhança, proximidade...
Até gosto da expressão: em-pa-ti-a
Somos humanos... é só isso.
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