Porque há vida para além da paisagem... para além da rotina diária, do mundo das notícias e do ecrã. Reflexões daqui, dali de acolá ... e de cá de dentro, que é onde a nossa paisagem se molda e gera paz.
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domingo, 5 de maio de 2019

Instantes Cristalizados - Feliz Dia da Mãe





“A cozinha era solarenga, com vidros embutidos em caixilharia de metal pintado de branco. Dava para uma varanda e um terraço lá em baixo.
Quando eu vinha na salinha que ficava entre os quartos e a cozinha, já ouvia trabucar. Tachos, panelas, planos, refeições, ideias se misturavam já, naquele ambiente, ainda sossegado para as manhãs quase sempre tranquilas de domingo.
Uma peça branca, funda, de cerâmica branca. Sempre a mesma. A cenoura já estava cozida. E na languidez dos minutos, triturávamos os pedaços num passe-vite manual, já meio enferrujado (ou não, sei lá!) com uma bola castanho no manípulo. À papa que dali resultava, juntavam-se ovos, açúcar, canela (muita) e farinha (pouca). A cor de laranja em contraste com o branco era deliciosa.
Tudo delicioso. Daqui nasciam queques húmidos de sabor, coloridos da canela e do prazer de momentos irrepetíveis e de que não nos demos conta da sua importância.
Que gostosos!
Tenho a receita, que repito, com os meus. Os meus dois, que amo sem medida.
Que ofereço a amigos. Sempre de coração. De quem sabe, lá no fundo:
- que gestos contam
-que momentos contam
-que há instantes cristalizados, que aquecem o coração.”

A vida deu-me muitas mães. Grata. A todas.
Feliz Dia da Mãe.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

O meu filho dá montes de erros!!! E agora???


"As crianças não nos ouvem, IMITAM-NOS!"

Tenho uma aversão visceral a erros ortográficos.
O meu puto de 7 anos, agora no 2º ano, começa a escrever os seus textos e a fazer as suas fichas de português mais elaboradas... e dá montes...carradas... paletes de erros!
Ainda me dá uma coisinha má. Juro.

Com formação em línguas, isto para mim é de cair para o lado cada vez que o vejo a escrever com calinadas.

Sei bem que ele tem as suas preferências muito definidas: uma bola nos pés, uma ferramenta nas mãos, mexer na terra, correr ao ar livre... e, cá dentro, um belo joguinho na PS4. E uma vida a borbulhar nas veias que o impede de sossegar um minuto que seja.

Mas também sei que os miúdos, como sempre assim foi (que esta coisa de gerações diferentes aqui, neste caso, não se aplica) fazem pelo exemplo.
Sei que tenho lido muito pouco ultimamente. E que o gosto pela leitura, que é a melhor ferramenta para deixar de dar erros ortográficos, se incute desde pequenino e nisso tenho falhado.

Não pretendo arranjar desculpas. Falhei está falhado, não se falha mais nisso. Repito: não se falha mais nisso. Não vou falhar mais nisso. 
Já está instituído lá em casa: 
-Todos os dias vamos ler um bocadinho. 
-Todos os dias vamos fazer três linhas de cópia (o professor que tem não manda muitos trabalhos, por isso vamos insistir)
E depois o resto.

E vamos deliciar-nos com histórias maravilhosas.... tantas que estão por ler.
(Agora estamos agarrados ao Livro com Cheiro a Caramelo, da Alice Vieira, com histórias de uma página... não maçam, permitem o foco para esta criança que tem dificuldade em manter-se atenta, e são encantadoras)



OK. The plan is in motion...

Isso não impede, obviamente, que cada erro que tenha dado no teste de português que fez ontem, o vá corrigir 10 vezes em casa... Fora a correcção do professor! 
Que isto de ter filhos a dar erros é que não... Se não, caio para o lado. Juro mesmo.
Já me basta ter de os ver a escrever com o Acordo!

Chiça, que uma mãe não suporta tudo!!!






quarta-feira, 8 de abril de 2015

O post do orgulho - Somos grandes

Este é o post do orgulho.
Orgulho nos meus dois filhos, por aquilo que estão a ser no seu percurso escolar. Porque ontem foi dia de entrega de avaliações e não há como não ficar orgulhosa.
Porque os resultados do estudo e do empenho se revelam na pauta e nos elogios dos professores ( que, graças a Deus, também sabem elogiar!)
Porque a adaptação ao meio escolar está a decorrer da melhor forma e o processo de formação pessoal e socialização a gerar boas avaliações.
E é nisto que me sinto grande, na maior e mais gratificante das tarefas: a de ser mãe. Porque olho para eles e vejo como a educação que lhes damos traz estes resultados. Como a forma como lhe transmitimos os valores os torna boas pessoas, excelentes pessoas.
Esse...esse é o maior orgulho, para além dos números nas pautas e das avaliações. É sentir que, aconteça o que acontecer nesta vida, somos grandes (eu e o pai, em primeiro lugar), por estes dois seres maravilhosos. Nada que faremos na vida terá mais o nosso cunho que estas duas criaturas. Maravilhosos, tanto nos seus defeitos como nas suas virtudes.
Somos grandes, amor...somos. 
Amores da minha vida, vocês são enormes.
Orgulho.